A realidade é algo difícil de definir. Se optarmos por “descrevê-la” de forma, enfim, tradicional, empírica, segundo o modelo Objecto-Observador, então deixamos de fora certos conceitos. Conceitos como a virtualidade. Se a realidade é o mundo mensurável, então a virtualidade deverá ser o oposto. Algo que não conseguimos tocar, sentir. Ou seja, segundo os modelos seguidos à milénios, a virtualidade não existe. É algo imaginado!
E a Realidade Virtual? Que dizer dessa senhora que nos dias que correm, tanto botão faz premir? A conjunção das duas palavras: Realidade e Virtual, num só termo, aponta para uma objectivação da virtualidade. Como que a reforçar a sua existência. Ou antes, a sua não-existência.
O perigo eminente para a humanidade não é o aquecimento global. Não é a escassez de recursos ou população excessiva. É sim a Realidade Virtual. Esta desumanizadora imparável leva-nos para mais longe da Natureza. Para mais longe de nós próprios.
Isso ou os modelos tradicionais estão incompletos.