
Cidade deprimente num país em "desenvolvimento" explorado pelas maquilas de países mais "avançados".
Que será que procuras?
Não sei. Só sei que tenho muitas perguntas.
Que perguntas?
Bem, o costume, tentar fazer sentido disto tudo.
Ah sim? E que tal?
Bem, não tenho grandes conclusões. Por vezes é tudo tão claro. Tão impírico. E depois...
E depois...?
E depois lá aparece ele outra vez. Estraga tudo. Estava tudo tão claro, tão simples, tão... definido.
Ele quem?
Tu sabes, ele...
Ah! Certo. Já sei. O Amor. E então?
Pois, não sei. Fica tudo um caos. Fico sem direcção. Assim como o Régio. E sabe bem. Parece uma saída.
Saída?
Sim. Como que uma porta. Uma libertação. Saber...
Saber? Saber o quê?
Saber que ela está.
Ah...Ela... e basta? Basta saberes que ela está?
Sim. Por vezes está “ocupada”, mas chega-me. Chega-me saber que está ocupada. Longe, distante, ocupada... mas está.